Ministério do Ambiente
Sociedade

Resíduos dos centros de quarentena com tratamento específico sustentável


Os resíduos sólidos proveniente dos centros de acolhimento para quarentena institucional têm merecido tratamento específico sustentável no aterro sanitário de Mulenvos, em Luanda, onde há uma incineradora a operar com o objetivo de destruir os microrganismos causadores de doenças várias, entre as quais o novo coronavírus (Covid-19), o vilão do momento.


 


A garantia é de , Monteiro Gomes Lumbo, presidente do conselho de administração da Agência Nacional de Resíduos (ANR), entidade adstrita ao Ministério do Ambiente (MINAMB). “Desde a abertura dos centros de acolhimento que os resíduos produzidos nesses locais são transportados para o aterro de Mulenvos, onde são queimados, tal como os resíduos hospitalares, numa incineradora a temperaturas superiores a mil graus centígrados”, explicou.


 


Acrescentou que todo esse processo é “feito em obediência a todas as regras de biossegurança, em depósitos adequados, nos centros de quarentena, sem que os operadores tenham acesso às salas/quartos dos alojado”. Depois revelou que o “descarte é controlado e aqui há que louvar a intervenção e acompanhamento permanentes da Casa de Segurança do Presidente da República”.


 


Com esse procedimento, o MINAMB, através da ANR, pretende que os resíduos perigosos, maioritariamente composto por máscaras, tapa-bocas, restos de alimentos, garrafas pet e outros mereçam destino adequado e eliminação total.


 


De acordo com Monteiro Lumbo, essa fórmula visa não só evitar o contágio de pessoas pelo coronavírus e outras enfermidades que emanam de resíduos perigosos, como são os hospitalares, mas também para a defesa do Ambiente, uma vez que “se transforma em escória que, facilmente, encontra destino, porque reduzido”.


 


O PCA da ANR adiantou que a incineradora de Mulenvos por ora está a dar boa resposta ao tratamento dos resíduos provenientes dos cinco centros, designadamente Barra do Kwanza, Calumbo I, Calumbo II, Victoria Garden e Infotur.


 


“A incineradora de Mulenvos já existe há algum tempo, além de que algumas operadoras de resíduos também possuam. Mas, por via das dúvidas e para nos precavermos de um eventual aumento da demanda, uma segunda incineradora será instalada no centro de acolhimento de Calumbo, local identificado por uma equipa composta por técnicos da Agência nacional de Resíduos, Direcção Nacional do Ambiente, Governo da Província de Luanda, Administração de Calumbo e uma operadora de resíduos.


 


“Devido a questões logísticas provavelmente não temos condições de colocar em cada centro um incinerador, pois são máquinas fixas implantadas no solo, podendo, entretanto, ser móveis. Estamos convictos ser uma situação passageira e o tempo que levamos para este combate depende de todos nós em obedecermos e colaborarmos com todas as medidas e orientações dos órgãos do Estado competentes”, estimou.


 


Monteiro Lumbo assegurou também que “a logística para a recolha, transportes, tratamento para desinfecção e queima está acautelado no serviço integrado. Por conseguinte, e atendendo às condições económicas, não podemos instalar incineradoras em cada centro de quarentena”.


 


Segundo o nosso interlocutor, relativamente às demais províncias que não Luanda, em algumas há incineradoras em hospitais públicos de referência e onde não há recorre-se ao método tradicional de queima, preferindo-se aqui escolher o dano menor.