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ANGOLA REITERA SEU COMPROMISSO COM AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NA COP30 EM BELÉM.

Governo 25-09-2026
MINISTRA DO AMBIENTE DESTACA URGÊNCIA DE PROTEGER O LITORAL ANGOLANO DOS RISCOS CLIMÁTICOS DURANTE A REUNIÃO DE ALTO NÍVEL.

A Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, defendeu nesta quinta-feira, 24 de Setembro de 2026, uma resposta internacional mais firme e coordenada face à elevação do nível do mar, durante a Reunião de Alto Nível sobre o tema, convocada no quadro da Decisão 78/558 da Assembleia Geral das Nações Unidas, destacando que o fenómeno constitui uma realidade presente, progressiva e transfronteiriça, com impactos directos sobre populações, cidades, infra-estruturas, ecossistemas e economias.

Na sua intervenção, a Ministra salientou que os efeitos da subida do nível do mar ultrapassam a dimensão ambiental, representando igualmente um desafio à segurança das populações, à protecção dos territórios, à segurança alimentar, ao desenvolvimento económico e à capacidade dos Estados de protegerem as gerações presentes e futuras, com particular impacto sobre os pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países com extensas zonas costeiras de baixa altitude.

Para Angola, Ana Paula de Carvalho Pereira considerou a questão de particular relevância, tendo em conta os cerca de 1.650 quilómetros de litoral atlântico do país, onde estão concentradas comunidades, centros urbanos, portos, infra-estruturas energéticas e de transporte, actividades pesqueiras e importantes ecossistemas costeiros, alertando que a elevação do nível médio do mar, associada à erosão costeira, inundações, tempestades e intrusão salina, poderá aumentar a vulnerabilidade das comunidades e infra-estruturas ,e exercer pressão sobre sectores essenciais à segurança alimentar e ao desenvolvimento económico.

A Ministra defendeu, por isso, uma abordagem integrada que combine engenharia, ciência e soluções baseadas na natureza, com o objectivo de reforçar a protecção da costa, aumentar a resiliência das comunidades e promover um desenvolvimento sustentável; sublinhando que proteger a costa significa, em última instância, proteger as pessoas, os seus meios de subsistência e o direito das futuras gerações a um futuro seguro.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 24-09-2026
ANGOLA, NAMÍBIA E BOTSUANA REFORÇAM COOPERAÇÃO PARA A CONSERVAÇÃO DA BACIA DO CUBANGO-OKAVANGO.

A Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, participou nesta quarta-feira, 23 de Setembro de 2026, num evento promovido pela National Geographic, em colaboração com a De Beers, no quadro da conservação da Bacia do Cubango-Okavango, um encontro com objectivo de reforçar e alinhar a cooperação entre os três países que partilham a bacia, nomeadamente Angola, Namíbia e Botsuana, bem como com outros parceiros estratégicos envolvidos na preservação deste importante ecossistema.

Durante o encontro, a Ministra do Ambiente apresentou a visão de Angola sobre a protecção da Torre de Água Lisima Lya Mwono, destacando os esforços desenvolvidos pelo país para a sua designação como zona húmida de importância internacional, salientou igualmente os passos que estão a ser dados com vista à sua proclamação como Área de Conservação, o que permitirá conferir à região um estatuto de protecção mais elevado.

O evento que contou com a participação, ao mais alto nível, do Presidente do Botsuana, Duma Boko, e da Ministra das Pescas da Namíbia, em representação da Presidente da República; a presença das distintas entidades destacou a importância da cooperação regional e do envolvimento de parceiros internacionais na promoção de iniciativas destinadas à conservação e à gestão sustentável dos recursos naturais da Bacia do Cubango-Okavango.

A participação de Angola no encontro demostra o comprometimento do país com a conservação dos ecossistemas e com o fortalecimento da cooperação entre os países da Bacia do Cubango-Okavango, representando também uma oportunidade para consolidar parcerias e promover acções conjuntas destinadas à protecção dos recursos hídricos e da biodiversidade, em benefício das comunidades e das futuras gerações

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 23-09-2026
MINISTRA DO AMBIENTE DEFENDE MULTILATERALISMO AMBIENTAL ORIENTADO PARA RESULTADOS CONCRETOS.

A Ministra do Ambiente de Angola, Ana Paula de Carvalho Pereira, defendeu, terça-feira, 22 de Setembro, em Nova Iorque, que os compromissos assumidos pelos países se traduzam em acções e resultados concretos para as populações e para o planeta.

A governante Angolana falava no Diálogo Político de Alto Nível sobre a Renovação do Multilateralismo Ambiental, realizado à margem da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas e organizado pelos Governos do Panamá e do Vanuatu. O encontro analisou formas de reforçar a cooperação internacional face aos principais desafios ambientais da actualidade, nomeadamente as alterações climáticas, a perda da biodiversidade e a poluição.

Na sua intervenção, a Ministra sublinhou que os problemas ambientais não conhecem fronteiras e que nenhum país os pode enfrentar isoladamente. Nesse sentido, apelou ao fortalecimento de um diálogo multilateral aberto, inclusivo e orientado para soluções concretas.

Ana Paula de Carvalho Pereira chamou ainda a atenção para os efeitos das catástrofes e dos fenómenos extremos que afectam diferentes regiões do mundo, defendendo respostas coordenadas e adaptadas à realidade de cada país e região.

Para a Ministra, o multilateralismo ambiental deve assentar na cooperação internacional, na equidade, na inclusão, na solidariedade entre as nações e no respeito pelas circunstâncias nacionais.

Na ocasião, reafirmou o compromisso de Angola com um multilateralismo ambiental forte, inclusivo, equitativo e orientado para a implementação, capaz de construir pontes entre os países e de responder aos desafios do presente.

A participação de Angola insere-se nos esforços da comunidade internacional para tornar a cooperação ambiental mais eficaz e garantir um futuro sustentável às próximas gerações.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 23-09-2026
ANGOLA REFORÇA PARCERIA AMBIENTAL COM A FUNDAÇÃO ROB WALTON.

O Presidente da República, João Lourenço, recebeu em audiência 22 de Setembro, a Rob Walton, Presidente da Fundação Rob Walton, num encontro que contou com a participação da Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira.

O encontro realizou-se à margem da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque. Durante a reunião, foram avaliados os progressos da parceria entre Angola e a Fundação Rob Walton, bem como os desafios relacionados com a execução dos projectos e a mobilização de fundos para as áreas de conservação do país.

A cooperação teve início com a assinatura de um Memorando de Entendimento, em Washington, em Outubro de 2025, entre o Ministério do Ambiente de Angola e a Fundação Rob Walton. O acordo prevê o financiamento de um programa de desenvolvimento sustentável abrangendo seis áreas de conservação em Angola.

Entre as áreas mencionadas estão os parques nacionais de Luengue-Luiana, Mavinga, Cameia e Mossouma, no Moxico, junto à fronteira com a Zâmbia.

A parceria enquadra-se na iniciativa Keystone Protected Areas in Africa, que visa proteger a biodiversidade, melhorar a gestão das áreas protegidas e reforçar o apoio às comunidades locais.

A Fundação Rob Walton trabalha com governos, organizações não-governamentais e comunidades na preservação de ecossistemas considerados estratégicos. Em Angola, a cooperação pretende contribuir para o fortalecimento da conservação ambiental e para a promoção do desenvolvimento sustentável.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 22-09-2026
PLANEPP ENTRA EM VIGOR A PARTIR DE HOJE.

O Ministério do Ambiente anunciou hoje (22), em Conferência de Imprensa, a implementação do Plano de Acção Nacional de Eliminação Progressiva de Plásticos de Utilização Única (PLANEPP, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM).

A conferência foi conduzida pelo Secretário de Estado para o Ambiente, Iury Santos, e contou com a participação do Secretário de Estado para a Indústria, Carlos Manuel de Carvalho, do inspector-geral da ANIESA, João Quiúma, e do Administrador Executivo da Agência Nacional de Resíduos, Joaquim António.

Na sua intervenção, Iury Santos afirmou que Angola produz diariamente mais de 19 mil toneladas de resíduos, das quais cerca de 24 por cento são plásticos, equivalentes a mais de 4.500 toneladas por dia. A situação pressiona os sistemas de recolha, tratamento e gestão de resíduos e afecta as praias, os rios, o oceano, a pesca e o turismo etc.“É importante sublinhar a palavra: progressiva. Porque não estamos diante de uma mudança de um dia para o outro”, afirmou o secretário de Estado, defendendo uma alteração nos padrões de produção, consumo e gestão de resíduos - disse.

A primeira fase do PLANEPP começa hoje, 22 de Setembro, e proíbe a produção, importação, comercialização e utilização de cotonetes e palhinhas com hastes de plástico, agitadores de bebidas de plástico e sacos plásticos com espessura inferior a 50 microns. A medida também proíbe a utilização de plásticos descartáveis em praias, áreas de conservação, museus e locais classificados como património cultural ou natural da Humanidade.

A legislação prevê excepções para sectores como a saúde, o petróleo, as pescas, a agricultura e a higiene pessoal, além de determinadas embalagens biodegradáveis ou compostáveis e embalagens usadas no transporte de alimentos a granel por razões de higiene e segurança alimentar.

O plano, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 122/25, de 29 de Maio, prevê ainda o aumento da reutilização, reciclagem e compostagem de embalagens plásticas até 2027. O Ministério do Ambiente defende que a implementação do PLANEPP deve envolver o Estado, as empresas, as instituições de ensino, a sociedade civil e os consumidores.

Fonte: Ministério do Ambiente

minamb.gov.ao MINISTRO(A)

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