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ANGOLA REITERA SEU COMPROMISSO COM AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NA COP30 EM BELÉM.

Governo 28-10-2026
MINISTRA DO AMBIENTE RECEBE EMBAIXADOR DE PORTUGAL EM ANGOLA

A Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, recebeu hoje (28) o embaixador, Nuno Vaultier Mathiasa e a sua delegação em visita de cortesia.

Na ocasião foram abordadas oportunidades de cooperação em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável de Angola.
Durante o encontro, a Ministra agradeceu a visita e apresentou o ponto de situação dos projectos que integram a carteira do Ministério, com destaque para os centros de valorização de resíduos sólidos nas províncias do Huambo, Bengo, Icolo e Bengo e Cabinda, no âmbito dos esforços para reforçar a gestão sustentável dos resíduos no país.

A governante fez igualmente uma retrospectiva da visita de trabalho realizada a Portugal, no quadro da identificação de soluções e experiências que possam contribuir para a implementação de projectos de valorização de resíduos em Angola, bem como para o desenvolvimento de iniciativas relacionadas com estações de tratamento de águas residuais.

No domínio da cooperação, foram identificadas áreas prioritárias de intervenção, com destaque para a transição energética, as energias renováveis, a economia circular, a capacitação dos recursos humanos, a formação em biodiversidade e o financiamento de projectos ambientais.

As partes abordaram ainda as perspectivas de colaboração no âmbito da COP31, a preparação do próximo ciclo de planeamento estratégico do sector ambiental, o Fundo Ambiental e a possibilidade de estabelecimento de parcerias triangulares com outros parceiros de desenvolvimento.

A celebração de um memorando de entendimento foi igualmente apontada como uma oportunidade para formalizar as áreas de cooperação, definir responsabilidades e promover iniciativas conjuntas orientadas para a sustentabilidade ambiental.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 28-10-2026
ANGOLA RECOLHE APENAS 24,8% DOS RESÍDUOS QUE PRODUZ

A Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, defendeu hoje 28 de Outubro de 2026, na ENAPP, em Luanda, que a poluição costeira só será travada se for combatida antes de os resíduos chegarem ao mar, e não apenas com limpezas pontuais.

A Conferência Nacional sobre Poluição Costeira e os Desafios da Gestão de Resíduos contou com a participação do Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, da Ministra da Educação, Erika Linete Batalha de Carvalho Aires, do Secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, e da Embaixadora de São Tomé e Príncipe em Angola, Alda Quaresma de Assunção Ramos. Estiveram também presentes directores nacionais, representantes da sociedade civil, empresas do sector, académicos e o corpo diplomático acreditado em Angola.

Segundo o Relatório Nacional dos Resíduos de 2025, apresentado pela Agência Nacional de Resíduos (ANR), Angola produz cerca de 8,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano, mas só 2,06 milhões são recolhidos, ou seja, 24,8%. O défice anual de recolha ronda os 6,24 milhões de toneladas, que acabam em valas, rios, terrenos baldios e lixeiras a céu aberto.

A matéria orgânica representa 57% dos resíduos, os plásticos 17% e o papel e papelão 9%. A reciclagem não chega a 10% do total produzido. Luanda é a província que mais resíduos gera, com cerca de 23,6% do total nacional.

A Ministra afirmou que a poluição marinha tem três efeitos: degrada os ecossistemas e a biodiversidade, prejudica o turismo e a pesca artesanal e, através dos microplásticos, levanta preocupações para a saúde pública e a segurança alimentar. Os painéis sublinharam que uma parte significativa da poluição marinha tem origem em terra, através da drenagem pluvial, das valas, dos rios e das descargas de águas residuais.

Entre os instrumentos citados estão o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Urbanos (PESGRU), em vigor desde 2012, o Plano de Ação Nacional para a Eliminação Progressiva dos Plásticos de Utilização Única (PLANEPP 2025–2027) e a Estratégia Nacional de Educação Ambiental (ENEA), que fixa metas para 2050, como 80% da população com literacia ambiental básica e uma redução de 60% no consumo de plásticos.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 28-10-2026
WORKSHOP DE LANÇAMENTO OFICIAL DO PROJECTO PARS ANGOLA

O Ministério do Ambiente em parceria com a People in Need e a UNIDO, realizaram nesta terça-feira, 27 de Outubro de 2026, o workshop de Lançamento do Projecto PARS Angola, numa das unidades hoteleiras de Luanda, com objectivo de promover a adaptação e a resiliência climática através da inovação, do empreendedorismo e da criação de empregos verdes em Angola.

O discurso de abertura ficou a cargo de Nascimento Soares, Secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, em representação a Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, que dentre vários pontos, destacou a importância do PARS Angola no reforço da resiliência climática e na promoção do desenvolvimento sustentável, sublinhando os esforços do Executivo no combate à seca, com foco para o Canal do Cafu e as barragens do Ndue e do Calucuve, bem como o papel da inovação e do empreendedorismo na criação de empregos verdes.

O lançamento do projecto acontece num dia em que o Plano Nacional de Adaptação as Alterações Climáticas 2025-2035, foi apreciado e aprovado pela 9a Sessão Ordinária do Conselho de Ministros.

Durante o evento foram apresentados os instrumentos estratégicos da política nacional que estabelece as orientações e prioridades nacionais, objectivos gerais, resultados esperados, estrutura de governação e prioridades para um ano, participaram do evento o Director da People in Need, Marcelo Malavasi, a chefe da UNIDO, Eleonor Gatti, representantes das instituições parceiras, públicas e privadas.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 28-10-2026
ANGOLA DEFENDE DESENVOLVIMENTO MAIS JUSTO NA COP17 SOBRE A BIODIVERSIDADE NA ARMÉNIA

Angola está representada na 17.ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP17), que decorre até 30 de Outubro na capital arménia. A delegação, chefiada pelo Secretário de Estado para o Ambiente, Iury Walter de Sousa Santos, que está em representação da Ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, defendeu novas metodologias de protecção da biodiversidade e soluções que promovam um desenvolvimento mais justo e sustentável.

Segundo o Secretário de Estado para o Ambiente, o objectivo é garantir que os benefícios da natureza cheguem às comunidades mais desfavorecidas, criando oportunidades para essas populações.
A delegação angolana composta por diversos sectores ministeriais, participa em vários grupos de trabalho e eventos paralelos.

O Ministério do Ambiente acompanha o Grupo de Trabalho II, dedicado à biodiversidade florestal, agrícola, marinha e costeira.
A COP17 é a principal reunião da Convenção sobre a Diversidade Biológica, tratado da ONU assinado por 196 países. A conferência marca o ponto intermédio do Quadro Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, que fixa 23 metas para 2030, e deve fazer a primeira revisão global do progresso colectivo.

Angola possui cerca de 5.000 espécies de plantas, das quais cerca de 1.260 são endémicas, e a Floresta do Miombo cobre quase metade do território nacional. O quadro nacional é a Estratégia e o Plano de Acção Nacional para a Biodiversidade 2019-2025, aprovada pelo Decreto Presidencial n.º 26/20.

Fonte: Ministério do Ambiente
Governo 26-10-2026
ELEFANTES REINTRODUZIDOS NO BICUAR INICIAM EXPLORAÇÃO DO HABITAT NATURAL

O Parque Nacional do Bicuar, na província da Huíla, recebeu, no dia 22 de Outubro de 2026, um grupo de 19 elefantes-africanos provenientes da Namíbia, que se encontram actualmente na fase de exploração e adaptação ao habitat natural, tendo-se dispersado em dois grupos, após a operação de reintrodução, no quadro da primeira fase do programa de repovoamento da área de conservação, que prevê acolher mais de 40 animais, com o objectivo de fortalecer a biodiversidade e contribuir para a recuperação do património natural angolano.

O programa enquadra-se no plano de revitalização dos parques nacionais de Angola e nos objectivos do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, resultando de uma parceria entre o Ministério do Ambiente, através do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação, a Reserva de Caça de Erindi e a Namibia Wildlife Vets, que contempla a translocação terrestre de elefantes para o Parque Nacional do Bicuar.

A cerimónia de recepção dos animais foi orientada pela Directora-geral adjunta do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação, Marta Zumbo, acompanhada pelo Administrador do Parque Nacional do Bicuar, José Maria Alves, além de representantes das autoridades e das comunidades locais, tendo a operação decorrido em conformidade com as normas internacionais da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, CITES, bem como com as exigências sanitárias e de bem-estar animal.
A reintrodução dos elefantes representa um passo importante para a recuperação da fauna selvagem e o fortalecimento das acções de conservação da biodiversidade em Angola, contribuindo para a integração dos animais no ecossistema do Parque Nacional do Bicuar e para a preservação do património nacional.

Fonte: Ministério do Ambiente

minamb.gov.ao MINISTRO(A)

ANA PAULA CHANTRE LUNA DE CARVALHO PEREIRA



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